quinta-feira, 16 de junho de 2016

Nota de Repudio - Movimento Feminista denuncia misoginia e machismo de blogueiros

       Repudiamos, veementemente, as agressões misóginas, machistas, sexistas e covardes praticadas via “blogs” da cidade de Imperatriz - MA (Blog Só Falo a Verdade – Marlon Moura, Blog Asmoimp – Jesnem Morais e Blog do Porão – Rui Marisson) e replicadas por blogs da capital São Luiz, (Blog Atual 7, Blog do Luís Pablo e Blog do Luís Cardoso), e outros mais que possam ter repercutido, contra a profissional de Enfermagem , diretora da Unidade de Pronto Atendimento – UPA de Imperatriz. As ofensas foram publicadas por serviçais de grupos políticos opositores do governo do Estado, travestidos de “blogueiros”.
            OBJETIFICAR o corpo de uma mulher em detrimento do serviço que ela presta é, não só uma atitude baixa, machista e misógina que ataca alguém de maneira individual, é também um ataque a todas as mulheres. Desqualificar uma mulher num cargo para o qual ela tem formação/qualificação na área de atuação é uma atitude típica de “homens” que abominam as conquistas das mulheres nos mais diversos espaços de nossa sociedade; e, fazê-lo para atingir diretamente outras pessoas é a expressão máxima da falta de dignidade, do descompromisso com a verdade e do nível de covardia desses que se auto intitulam informadores da opinião pública.
            Nosso repúdio será seguido de denúncias junto ao judiciário maranhense para que os culpados sejam devidamente responsabilizados civil e criminalmente. Nenhuma mulher será destratada, humilhada, desrespeitada e desqualificada em nossa cidade sem que os responsáveis sejam punidos.
          Convocamos toda a sociedade a repudiar e encaminhar imediatamente os links de blogs que escrevam textos que atribuam qualquer ofensa às mulheres de nossa cidade ou qualquer canto do planeta, para os grupos que lutam em defesa dos direitos das mulheres, para que deste modo as providências cabíveis sejam tomadas. Por fim, nosso profundo pesar e extrema indignação pela violência moral e psicológica sofrida esses meses por Keilane Carvalho. A ela oferecemos nosso abraço solidário e fraterno e também nosso compromisso de lutar pela punição dos responsáveis por estes crimes. MEXEU COM UMA, MEXEU COM TODAS!!!

*misoginia - ódio, desprezo ou repulsa as mulheres e as características a elas associadas, está diretamente ligada à violência contra as mulheres e meninas; ** machista - pessoas que são contra a igualdade e direitos entre homens e mulheres e que acreditam na superioridade das características tipicamente masculina; ***sexista - pessoas que privilegiam um gênero em detrimento a outro.

Assinam a carta:

Fórum de Mulheres de Imperatriz - FMI
Articulação de Mulheres Brasileira – AMB
Articulação Feminista de Imperatriz – AFIM
Associação de Mulheres do Bacuri, São Salvador e Adjacência – ASMEBSSA
Associação das Amigas de Montes Altos - ADAMA
Casa das Artes
Centro Acadêmico de Ciências Humanas - Sociologia UFMA
Centro de Acadêmico de Enfermagem Ana Néri da UFMA
Centro Acadêmico de Historia da UEMA
Centro Acadêmico de Jornalismo Alexandre Maciel da UFMA
Centro de Cultura Negra Nego Cosme - CCNNC
Centro de Promoção da Cidadania e Defesa dos Direitos Humanos Pe. Josimo
Conselho Nacional do Laicato do Brasil – CNLB - ITZ
Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão – COAPIMA
Dalil - Diretório de Letras da UEMA
Federação dos Trabalhadores no Ensino e no Serviço Público do Estado do Maranhão
Frente LGBT de Imperatriz
Fórum Maranhense de Mulheres
Levante Popular
Rede Nacional Feminista de Saúde Sexual e Reprodutiva
Sindicato dos Trabalhadores em Serviço de Saúde da Região Tocantina - SINDSAUDE
União da Juventude Comunista do Maranhão - UJC-MA
União da Juventude Socialista do Maranhão - UJS-MA 

quinta-feira, 9 de junho de 2016

MACHISTAS NÃO PASSARÃO :LUGAR DE MULHER É ONDE ELA QUISER

A participação politica das mulheres no Brasil, sempre foi tratada com desprezo pela maioria dos homens, muitas são as "justificativas" para explicar a ausência das mulheres  nos espaços de poder, e como sempre  "são elas  as culpadas",  ou como acredita e declara  o apresentador de TV Timóteo,  de Imperatriz, " as mulheres não tem competência para o executivo". Fazer tal afirmação  em pleno ano eleitoral, onde estão  em disputa as gestões das prefeituras municipais do Brasil é chamar as lutadoras feminista para a briga, e foi o que aconteceu. Através do Centro de Direitos Humanos Pe. Josimo o apresentador foi  representado criminalmente por danos morais coletivos as mulheres de Imperatriz,em se tratando de um crime de menor potencial ofensivo resultou em uma audiência  de conciliação no Juizado Criminal, conforme Termo de Acordo abaixo:
O objetivo dessa ação é enfrentar  de forma efetiva todas as manifestações de pensamentos que desqualifiquem o exercício dos direitos civis e políticos das mulheres, opiniões  que visem  desrespeitar as  candidaturas femininas serão veementemente combatidas pela entidade como forma de coibir preconceitos e esteriótipos que desqualificam e menosprezam a participação politica das mulheres. A sociedade não tem mais espaço para o silêncio diante de opiniões que não contribui para a inclusão das mulheres nos espaços de poder. Divergir de um programa de governo é salutar, colocar em duvida a capacidade politica de administrar uma cidade por questões de gênero, raça e classe é  sem duvida uma violação dos direitos humanos  da maioria da população brasileira. 
                                              MEXEU COM UMA MEXEU COM TODAS, 
LUGAR DE MULHER É NO EXECUTIVOS, NO LEGISLATIVOS E ONDE ELA QUISER!

Ativistas feministas de Imperatriz entregam carta ao Governador



As militantes feministas Claricia Dalo e Conceição Amorim, entregaram ontem (08/06), a Carta dos Movimentos Feministas e Sociais de Imperatriz nas mãos do Governador Flávio Dino, solicitando medidas cabíveis para refrear a prática da violência sexual  na cidade de Imperatriz e  região,  crime que  tem crescido. Nas ruas e dentro de suas próprias casas crianças e mulheres  tem sido atacadas por parentes e pessoas estranhas sem que a segurança  pública efetive ações enérgicas que coíbam esse crime hediondo e tão pouco oferece um serviço de saúde  especializado no tratamento e cuidado das vítimas, mesmo sendo uma pauta já apresentada e sugerida por entidades da sociedade civil organizada desde o inicio do governo.
O governador Flávio Dino, ao receber a carta, afirmou está estudando as condições objetivas  para atender outra reivindicação do movimento feminista de Imperatriz, a implantação do Centro Integrado da Mulher, que é um local onde funcionará os  principais  serviços especializados  no atendimento  a mulher em situação de violência,   que são a : DEM, Vara , Promotoria, Defensoria Centro de Referência e Perícia Técnica .
Na oportunidade Conceição Amorim, agendou com o Secretário de Segurança Pública, Jefreson Portela  para tratarem  das demandas da Segurança Pública, pessoalmente na próxima semana quando o mesmo retornará a cidade em atividade da  pasta que administra.
Entre as reivindicações estão :

- A conclusão de todos os processos de casos estupros, abuso e exploração sexual que se arrastam no judiciário maranhense;
- A implementação de políticas públicas de qualidade pautada na igualdade de gênero no atendimento às vitimas de violência sexual;
- A implantação do Programa de Assistência às Mulheres Vítimas de Violência Sexual (PAMVVS);
- Divulgação dos números de casos registrados de violência contra a mulher nas delegacias do Maranhão, feita pelas Regionais de Segurança Pública, semestral e anualmente, com dados retroativos dos últimos cinco anos;
- A implantação dos Núcleos de Perícia Técnica para a Mulher e Criança nas dependências das Delegacias Regionais ou onde funciona a Delegacia Especializada da Mulher (DEM), para realização de exame de corpo de delito nas mulheres em situação de violência doméstica e familiar e violência sexual, garantindo a realização de perícia física e perícia psíquica para avaliar os sinais e sintomas de sofrimento decorrentes dos traumas;
- A realização de campanhas de educação para o combate à violência de gênero e respeito aos direitos humanos das mulheres e meninas, de maneira massiva e permanente nas escolas e meios de comunicação;
- A implantação dos Centros de Responsabilização e Educação do Agressor, previsto no Art. 35 da Lei Maria da Penha;

- Formação continuada das/os agentes públicos que atendem as vítimas de violência de gênero em todo o sistema de segurança, de justiça e da saúde, coibindo as práticas machistas, misóginas, sexistas e patriarcais de tais profissionais, que revitimizam e negam os direitos das vítimas.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

“Cultura do estupro” é tema de palestras em escolas públicas de Imperatriz.




Por Mônica Dias

Iniciado no final do mês de maio, o ciclo de palestras faz parte de diversas atividades promovidas pela Coordenação Feminista do Centro de Direitos Humanos Pe. Josimo em função dos 10 anos da Lei Maria da Penha. Dentre as escolas contempladas está Urbano Rocha e Dorgival Pinheiro de Sousa.
Com o tema “Os direitos humanos e a negação dos direitos das mulheres e meninas” as palestras visam alertar a juventude sobre a implementação da cultura machista na sociedade e como ela é reproduzida através da violência de gênero, em especial a violência sexual. “Só a juventude é capaz de mudar essa cultura do machismo. Ela é a principal vítima. Se a juventude é informada, ela não vai praticar e vai combater essa prática, principalmente dentro de casa”, diz a Coordenadora do Centro e palestrante, Conceição Amorim.
A próxima palestra também faz parte de uma atividade de intervenção de estágio do aluno de Ciências Humanas da Universidade Federal do Maranhão, Carlos Lucena e será ministrado dia 9 de junho, quinta-feira, às 14 horas, no auditório da escola Dorgival Pinheiro de Sousa de forma gratuita. “É de extrema importância trazer esses debates para sala de aula principalmente nesse momento em que fica evidente a cultura do estupro dentro da sociedade”, ressalta o estudante.
Caso há interesse de outras escolas em debater gênero apenas é preciso que entre em contato com uma das coordenadoras do Centro de Direitos Humanos Pe. Josimo pelos telefones (99) 982038260 (Conceição Amorim) e (99) 981786608 (Vanessa Freitas) ou via email cpcddhjosimo@gmail.com.




sexta-feira, 3 de junho de 2016

CARTA DOS MOVIMENTOS FEMINISTAS E SOCIAIS DE IMPERATRIZ


Imperatriz - MA, 03 de junho de 2016
Ao Governador do Estado do Maranhão, Sr. Flávio Dino de Castro e Costa
A Secretária Estadual da Mulher, Sra. Laurinda Pinto
Ao Prefeito Municipal de Imperatriz - MA, Sr. Sebastião Torres Madeira
A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulher Sra. Maria da Conceição de Medeiros Formiga

O Brasil e grande parte do mundo souberam, nos últimos dias, dos casos hediondos de violência sexual perpetrados contra duas adolescentes brasileiras. Esses atos chamam a nossa atenção para problemas graves no tratamento que é dado às vítimas de violência sexual em todo o país.
            A reação da sociedade e das instituições públicas aos casos acima citados, em especial o ocorrido no Rio de Janeiro, demonstram o quanto a cultura do estupro está enraizada em nossa sociedade que culpabiliza a vítima como se o comportamento e as atitudes dela justificassem o crime que sofreram.
A cultura do estupro, validada pelas recentes investidas conservadoras dos legislativos federais, estaduais e municipais - no sentido de dificultar o acesso ao atendimento médico-hospitalar e psicológico das vítimas de violência sexual, e pela exclusão do ambiente escolar das discussões sobre as questões de gênero - só contribui para o aumento dos números impressionantes do cometimento desses crimes no Brasil considerando, inclusive, que os números estão muito abaixo da realidade, tendo em vista que o estupro é um dos crimes mais subnotificados do país, apenas 35% são notificados.
De acordo com o 9º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram registrados 47.646 estupros no país em 2014. Quando cruzamos os dados com os da saúde pública podemos projetar que cerca de meio milhão de mulheres são estupradas por ano no país e que uma em cada cinco sofrerá pelo menos um estupro ao longo da vida.
Segundo dados do Centro de Referência de Assistência Social (CREAS) de Imperatriz, apresentados durante a Semana de Combate e Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, no período entre 2013 e 2015, 254 crianças e adolescentes foram abusadas, sendo que 143 dos agressores eram seus pais biológicos e a sociedade assiste calada, e isso se deve ao fato dos órgãos competentes não divulgarem os dados de violência sexual sofridas pelas meninas tão pouco os das mulheres, contribuindo assim de forma categórica com a invisibilização do problema e com a impunidade. Os índices de abuso sexual de crianças e adolescentes demonstram que as atuais campanhas ou estratégias pontuais de esclarecimento ainda não resolvem o problema. Cremos ser necessária uma educação continuada, sistemática e laica da educação infantil à educação universitária, acompanhada da repressão aos crimes sexuais.
Por fim, nos solidarizamos com todas as vitimas e seus familiares, e continuaremos na luta pela erradicação da cultura e naturalização do estupro em nossa sociedade.
Em vista dos argumentos exposto exigimos:
- A conclusão de todos os processos de casos estupros, abuso e exploração sexual que se arrastam no judiciário maranhense;
- A implementação de políticas públicas de qualidade pautada na igualdade de gênero no atendimento às vitimas de violência sexual;
- A implantação do Programa de Assistência às Mulheres Vítimas de Violência Sexual (PAMVVS);
- Divulgação dos números de casos registrados de violência contra a mulher nas delegacias do Maranhão, feita pelas Regionais de Segurança Pública, semestral e anualmente, com dados retroativos dos últimos cinco anos;
- A implantação dos Núcleos de Perícia Técnica para a Mulher e Criança nas dependências das Delegacias Regionais ou onde funciona a Delegacia Especializada da Mulher (DEM), para realização de exame de corpo de delito nas mulheres em situação de violência doméstica e familiar e violência sexual, garantindo a realização de perícia física e perícia psíquica para avaliar os sinais e sintomas de sofrimento decorrentes dos traumas;
- A realização de campanhas de educação para o combate à violência de gênero e respeito aos direitos humanos das mulheres e meninas, de maneira massiva e permanente nas escolas e meios de comunicação;
- A implantação dos Centros de Responsabilização e Educação do Agressor, previsto no Art. 35 da Lei Maria da Penha;
- Formação continuada das/os agentes públicos que atendem as vítimas de violência de gênero em todo o sistema de segurança, de justiça e da saúde, coibindo as práticas machistas, misóginas, sexistas e patriarcais de tais profissionais, que revitimizam e negam os direitos das vítimas.
                   Certas e certos da atenção e pronto atendimento por parte das autoridades a quem endereçamos esta Carta, subscrevemos:


Articulação Feminista de Imperatriz - AFIM
Fórum de Mulheres de Imperatriz – FMI
Associação de Mulheres do Bacuri, São Salvador e Adjacência - ASMEBSSA.
Associação das Donas de Casa de Imperatriz - ADOCI
Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB
Centro de Promoção da Cidadania e Defesa dos Direitos Humanos Pe. Josimo
Casa das Artes
Centro de Acadêmico de Enfermagem  Ana Néri da  UFMA
Centro Acadêmico Cesar Lattes de Ciências Naturais da UFMA
Centro Acadêmico de Ciências Humanas - Sociologia da UFMA
Centro Acadêmico de Jornalismo Alexandre Maciel - CAJAM/UFMA
Centro de Cultura Negra Negro Cosme - CCNNC
Conselho Nacional do Laicato do Brasil – CNLB - ITZ
Conselho Regional de Psicologia do Maranhão/22ª Região – CRP- MA
Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão  COAPIMA
Dalil - Diretório de Letras da UEMA
Federação dos Trabalhadores no Ensino e no Serviço Público do Estado do Maranhão - FETESPUSULMA
Frente LGBT de Imperatriz
Núcleo de Assistentes Sociais de Imperatriz NAS
União da Juventude Comunista do Maranhão - UJC-MA
União da Juventude Socialista do Maranhão - UJS-MA