domingo, 15 de dezembro de 2013

MEDALHA 18 DE JANEIRO 

O artigo 15, parágrafo Único do Estatuto do Centro de Promoção da cidadania e Defesa dos Direitos Humanos Pe. Josimo  cria  a  Medalha 18 de janeiro de Defesa dos Direitos Humanos para homenagear quem  se destacou   na promoção e defesa dos direitos humanos durante o ano transcurso.

O Centro de Defesa dos Direitos Humanos, escolhe  os/as homenageados/as por voto direto  entre seus militantes.

A  medalha leva o  nome *18 JANEIRO  em  memória do movimento ocorrido na cidade de Imperatriz, 1995 que culminou com a  OCUPAÇÃO da Prefeitura por parte de  lideranças e população local, em protesto aos desmando da  Gestão do então prefeito em exercício,  Salvador  Rodrigues, e que teve como desfeche a cassação do mesmo e intervenção Estadual na prefeitura.

Instituída  em 2003  homenageou  em :

2003 Irmã Neves – Pelo trabalho desenvolvido a o longo de sua vida em defesa dos direitos humanos das Prostitutas
2004 Graça Carvalho – Pelo seu trabalho desenvolvido a frente da vara de Execução Pernal
2005 Carmem Bascarem – Pela sua Atuação frente a luta  do Centro de Defesa da Vida  de Açailândia  pelo fim do trabalho escravo no MA.
2006 Gloria Cortez – Pela sua atuação junto ao movimento de saúde publica para pessoas  com câncer a frente da AMPARI
2007 Professor Geraldo – Pela sua atuação junto ao movimento popular em defesa da Cultura
2008 Conceição Formiga – Pela sua atuação neste ano em defesa da dignidade  dos Idosos da região
2009 Samira Barros Heluy- Pelo seu trabalho desenvolvido a frente da vara de Execução Penal
2010 Helena Barros Heluy – Pela sua atuação frente ao Legislativo Maranhense
2011 Euriades Rodrigues – Pela sua atuação na luta em defesa de políticas publicas de qualidade para usuários dos CAPs de Imperatriz neste ano.
2012 Gilvânia Ferreira da Silva- pela sua  luta e dedicação na organização dos trabalhadores rurais sem terra na região tocantina, pelo direito e acesso a terra, pela reforma agrária.

Este ano de 2013, o Centro  tem a honra de homenagear com  a 11ª  “Medalha 18 de Janeiro”  a  Sta. Francineide Pereira Alves ,  pela sua  luta e dedicação  em  defensa dos direitos das(os)   trabalhadoras (es) da saúde e  usuárias(os) do SUS da região tocantina,pelo  direito da sociedade civil organizada  exercer sua cidadania legitima e legalmente  amparada pela Constituição Federal negada pela atual  gestão pública.                                             
O Centro de Direitos Humanos entregará a medalha 18 de janeiro, no dia 10 de dezembro de 2013  em uma cerimônia entre lutadores que acontecerá as 17hs na sede do Sindicato da Saúde. 

QUEM MANDOU MATAR O PALHAÇO!???????? QUEM MANDOU MATAR O PROFESSOR??? QUEM MANDOU MATAR O ARTISTA??? 

A pistolagem não é um crime solitário

A pistolagem não é um crime solitário. Ela não surge de repente na cabeça de um sujeito qualquer disposto a tudo para satisfazer seus instintos. Ela não é uma obra poética em que o autor perde suas noites. A poesia nem chega perto onde há pistolagem. Dizem que no Maranhão se escreve e fala-se o melhor português. Batizou-se essa assertiva com o orgulho de uma elite para a qual bastava educar seus filhos no único colégio de qualidade de São Luis enquanto a maior parte da população se mantinha pobre e deseducada. “O melhor português” era falado por menos de 1% da população do Maranhão. Para quem escutava, “o melhor português” soava limpo. A elite maranhense, através da educação, limpava-se dos “vícios” das camadas populares. A pistolagem é a forma que essa elite encontrou de fazer limpeza social em locais e em situações nos quais os meios jurídicos não respondem rapidamente ou não respondem de um jeito que lhe agrade. O que agrada uma elite, ainda mais uma elite escravocrata e predatória como a maranhense? Agrada que seu comportamento e suas ideias sejam engrandecidos. As obras literárias que a elite maranhense reverencia, geralmente, sonegam informações sobre o passado escravocrata e violento dessa mesma elite. O Mulato, escrito por Aluizio de Azevedo no final do século XIX, é o grande romance maranhense e depois dele mais nada. A disputa politica também se dá no campo estético e a elite maranhense prefere que uma obra como “O Mulato” não seja atualizada em sua critica. Direciona-se o investimento público na construção de um discurso que impeça a critica ao escravagismo e ao latifúndio de aflorar. “O melhor português” tem esse papel. Quem fala “ o melhor português” é gente branca que administra o Estado e suas ramificações no cotidiano das pessoas. Não se estranha, portanto, que um juiz como o de Chapadinha faça vista grossa aos pistoleiros contratados pelo proprietário da fazenda Tiúba para expulsar famílias de agricultores familiares de sua terra. Ele conhece “o melhor português”, aquele que só os brancos ricos entendem. Então, como escrito acima, a pistolagem não é um crime solitário. Ela precisa do juiz que orienta o proprietário da fazenda Tiuba numa conversa particular. Ela precisa do proprietário que a contrata. Ela precisa da prefeita de Chapadinha que pretende comprar a terra para retirar areia da calha do rio.
Mayron Régis