sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

A Entrega da 14ª Medalha do Centro de Direitos Humanos Pe. Josimo


A Entrega da 14ª do Centro de Direitos Humanos Pe. Josimo contou com a presença de autoridades, ativistas sociais, pessoas assistidas pela entendida, amigas e parentes da homenageada de 2016. Esse ano o Centro deliberou por homenagear  uma personalidade que se destacou na luta pela efetivação da lei Maria da Penha,e por unanimidade a militância do Centro elegeu para receber a honraria a também ativista do Centro de Direito Humanos Pe. Josimo Conceição de Maria Amorim. 
A história da efetivação da Lei Maria da Penha na cidade de Imperatriz está marcada pela atuação de ativistas sociais, feministas e de direitos humanos, historia de sucesso afinal somos um dos pouquíssimos municípios do pais com todos os serviços de atendimento a mulher implantado. Essa  foi e é uma luta liderada indiscutivelmente pela feminista Conceição Amorim e reconhecida pelos diversos depoimentos no decorrer do evento.  Conceição Amorim "é uma pessoa que representa a luta pela  cidadania e por direitos na e para a sociedade Imperatrizense, a homenagem é justa e representa muito para as feministas e para todos e todas defensores/as dos direitos humanos  do estado do Maranhão", afirmou a estudante de Enfermagem Vanessa Freitas, Coordenadora Geral do Centro de Direitos Humanos. 

Como acontece todos os anos a entrega da medalha foi  precedida de um relato breve da historia do Centro de Direitos, objetivando manter o publico presente informado sobre as ações desenvolvidas pela entidade que constava do seguinte teor.







Histórico do Centro de Promoção da Cidadania e Defesa  dos Direitos Humanos Padre Josimo.


O Centro de Promoção da Cidadania e Defesa  dos Direitos Humanos Padre Josimo, é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos. Sua história está vinculada à luta por cidadania e pela garantia dos  direitos humanos e do acesso às políticas publicas. No dia 06 de janeiro de 1995, um grupo de professores municipais ligadas ao sindicato da categoria, entre elas Helena Assunção, Euramir Reis, Amparo Cruz, Tereza, Deuselice Pereira, Raimundo Nonato, ex- vereadores  Conceição Formiga e   Zuza Neto,  e antigos moradores da cidade entre eles a bioquímica Graça Cortez, Moreirinha e  Pablo Moreira reuniram-se pela primeira vez para organizar um movimento por Imperatriz, diante do descaso da administração publica municipal. Este movimento se concretizou com a ocupação da prefeitura municipal, no dia 18 de janeiro de 1995, que teve como desenrolar a intervenção do Estado no Município dias depois da ocupação. 
Diante da necessidade de manterem-se organizados, os participantes do Movimento por Imperatriz fundaram e registraram o Movimento Fagulha no dia 02 de maio de 1995. 
No dia 22 de fevereiro de 1996, após a morte do professor de educação física, Edvan Monteiro Nogueira, vítima de assalto seguido de  espancamento, que foi a óbito por  não receber atendimento  médico   dentro de um hospital credenciado ao SUS, foi criado  o Comitê Permanente Contra a Violência e a Negligencia Médica, pela ativista Conceição Amorim, Guilherme Pessoa, Ana Paula Lixa, Isabel Farias e familiares de vitimas de violência e de negligência médica.
Militantes do  Movimento Fagulha  e do Comitê Permanente de Combate a Violência e a Negligencia Médica  em  assembléia geral no dia 10 de dezembro de 2001 deliberaram por  fundir as duas entidade  e em 2002 normatizaram a fusão e  a entidade passou a se chamar  “ Centro de Promoção da Cidadania e Defesa dos Direitos Humanos Padre Josimo”. 
A partir de então a entidade intensificou sua atuação na luta em defesa dos direitos humanos, com ênfase ao enfrentamento a violência urbana e rural, a negligencia médica, por meio de mobilização social  visando a  implementação das políticas publicas de saúde, educação, segurança publica, utilizando  os espaços de controle e deliberação social,

como  as  Conferências Municipais, Estaduais, e Nacional de Saúde, Educação, Assistência Social,  Mulher, Criança e Adolescentes, Direitos Humanos, Meio Ambiente,  Pessoas com Deficiência, e a compor   Conselhos Municipais e Estaduais, entre eles de saúde, direitos das mulheres, criança e adolescente, também compôs a  Comissão Nacional de Saúde do Trabalhador do Conselho Nacional de Saúde, representando a Rede Nacional  Feminista de Saúde Sexual e Reprodutiva  no biênio de 2013/2014.

O Centro através de sua militância voluntaria realiza  atendimento  de pessoas e grupos em situação de violação de direitos humanos, orientando,   acompanhando e  encaminhando aos órgão competes, esses atendimento são realizados por profissionais habilitados, que atuam voluntariamente ou em parceria com  advogados, assistentes sociais e educadores sociais.


A nova composição  estatutária  instituiu em seu Estatuto,  a Medalha 18 de Janeiro de defesa dos direitos humanos, que homenageia personalidade que tenha se destacado na defesa dos direitos humanos no decorrer do ano ou dos anos. 

Ao longo dos seus 21 anos o Centro  contribuiu com conquistas significativas para a sociedade  Imperatrizense e região oeste do MA que culminou com aquisição, equipamentos sociais para a comunidade no geral, assim como contribuiu o para  fortalecimento  dos Conselhos de Políticas Públicas e de Direitos,  e em particular  para a Implantação de   todos os serviços especializados no atendimento  a mulher vitima de violência, prevista na Lei Maria da Penha (Delegacia da Mulher, Centro de Referência e Atenção a Mulher, Defensoria, Promotoria e Vara da Mulher, Casa Abrigo Drª Ruth Noleto, e o Centro de Referencia e Atendimento a Mulher) e garantiu  a efetivação dos direitos humanos de muitas 

Desde 1999 o Centro atua como uma das principais entidades do estado do Maranhão em defesa dos direitos das mulheres e no combate implacável a violência de gênero, suas representantes de 1999 a 2012 tiveram atuação de destaque no Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres. Fruto dessa luta Imperatriz do Maranhão é um dos poucos  municípios do país com todos os órgãos e instituições especializadas na proteção, promoção e assistência previstas na Lei Maria da Penha, acima citado. 

O Centro realizou, também, acompanhamentos de: famílias vítimas de grilagem; organizações de trabalhadores em luta pela terra; vitimas de tortura e violência policial; proteção e acolhimento a testemunhas; estudantes vitimas de  autoritarismo e perseguição de gestores escolares;

Atendeu, acolheu, encaminhou e acompanhou muitas mulheres e crianças em situação de violência doméstica, familiar e sexual, em todo o estado do MA.

Apresentou centenas de denuncias a órgãos públicos, municipal, estadual, nacional e internacional sobre  violação de direitos.



Realizou palestras, rodas de conversa, audiências, atos e manifestações públicas envolvendo escolas da rede de ensino fundamental, médio e universitário, sindicatos, associações de moradores, associações comunitárias, clubes de mães, sobre várias temáticas vinculadas aos direitos humanos.



Promoveu cursos de formação em conhecimentos jurídicos para Promotores Legais, formação em Saúde da Mulher, Controle Social,  Oficinas para jovens feministas


Aulão sobre  Violência Contra a Mulher e a Lei Maria da Penha
 Jornada Sobre Gênero da Região Tocantina. 

Apoiou e participou  de lutas  e mobilizações dos povos indígenas do MA.


Desenvolveu campanhas de solidariedade, assinando centenas de cartas, manifestos, abaixo -  assinados, em apoio e ou em protesto aos mais variados grupos, segmento e setores sociais em nível nacional e internacional.

O Centro é uma entidade filiada ao Movimento Nacional dos Direitos Humanos, a Rede Feminista de Saúde Sexual e Reprodutiva e a Articulação das Mulheres Brasileiras, ao Fórum de Mulheres de Imperatriz e ao Fórum de Mulheres Maranhenses.


Nesse ano de 2016 não foi diferente, a luta foi intensa, as famílias assistidas foram várias, entre elas vitimas de violência sexual, domestica e familiar, de negligencia do judiciário e da segurança pública na Região Tocantina e São Luis, assim como   atuamos acompanhando e encaminhando vitimas para os serviços  especializados, reunindo com autoridades locais e estaduais,  notificando por escrito as autoridades,  publicizando e  denunciando para a sociedade  através das redes sociais.

Realizou em parceria com várias entidades e participou de atividades de rua contra a cultura do estupro e pelo fim da violência contra a mulher. Palestras em escolas públicas sobre Direitos Humanos,  e sobre a Violência Contra a Mulher

A luta contra o golpe à democracia brasileira contou com a resistência das e dos ativistas do Centro de Direitos Humanos, foram muitas reuniões organizadas e mobilizadas, atos públicos, caminhadas, audiências publicas, atividades em apoio as ocupações dos estudantes da UEMA e da UFMA e dos indígenas na FUNAI.


Realizou sua  campanha financeira, a mesma arrecadou R$ 1.980,00. Doados por 39, colabores entre ela/es,  militantes, simpatizantes, apoiadores e algumas vitimas assistidas pelo Centro.


Essa noite, finalizamos as atividades de 2016  com a  entrega da 14ª Medalha 18 de Janeiro que tem como objetivo reconhecer e valorizar a luta pelos direitos humanos no nosso estado.
Todos nós sabemos que nesse ano se comemorou os 10 anos de criação da Lei Maria da Penha, um instrumento importante para coibir a violência contra a mulher no âmbito familiar e doméstico. A data nos inspirou  homenagear quem se destacou nesses anos todos na luta pelo fim da violência contra à mulher em nossa região e Estado,e  por unanimidade a militância  da entidade deliberou por homenagear a ativista Conceição de Maria Amorim.
Em seguida foi lido pela ativista do Centro Iza Amorim, o perfil da homenageada, alguns dias publicado aqui no blog 
http://cddhjosimo.blogspot.com.br/2016/09/a-breve-historia-de-uma-lutadora.html