quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Movimento Feministas de Imperatriz entregam reivindicações ao Prefeito Madeira

Lideranças feministas e do movimento de mulheres do Fórum de Mulheres de Imperatriz, reuniram-se neste dia 30 de dezembro, as 15hs, com o Prefeito Eleito Sebastião Madeira, para entregar a Pauta de Reivindicação do Movimento de Mulheres e Feminista de Imperatriz.
Integra das Reivindicações:
# # Fórum de Mulheres de Imperatriz # #
O Movimento de Mulheres e Feministas de Imperatriz vem mui respeitosamente, apresentar ao Prefeito Eleito para a gestão 2009 a 2013 do município de Imperatriz, m.d. Dr. Sebastião Madeira proposições de políticas públicas de caráter democráticas e participativas para o fortalecimento da mulher enquanto sujeito de direitos e na perspectiva da construção da igualdade e respeito às diferenças de gênero em nosso município.
1. Rede Institucional
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Na Gestão Pública, como alternativa de consolidação das políticas intersetoriais e transversais que coloque na pauta das ações das diversas secretarias municipais o fortalecimento da cidadania e políticas públicas para as mulheres propormos a Criação da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres;
=> A nomeação de gestoras habilitadas e comprometida com a participação institucional no Colegiado do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, enquanto órgão deliberativo das políticas públicas para as mulheres;
=> Formação das Conselheiras e Conselheiros da Gestão Pública e Sociedade Civil, para atuarem de forma coerente e responsável na formulação, fiscalização das políticas publicas;
=> Assinar o Pacto Nacional pelo fim da Violência contra as mulheres com o Governo Federal e o termo de compromisso com o governo Estadual para a implementação de Políticas Públicas para as Mulheres;
=> Garantir a incorporação de políticas de Gênero no Plano Plurianual - PPA, na Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO e na Lei Orçamentária Anual;
=> Construir e implementar o Plano Municipal de Políticas para as Mulheres.
2. Educação Inclusiva e não Sexista
=>
Garantir a formação continuada do corpo docente e de Gestores (as), dando ênfase no Plano Municipal de Educação às questões de gênero, raça/etnias e orientação sexual.
=> Construir creches e pré-escola ampliar o acesso à educação infantil;
=> Apoiar a produção de Estudos e pesquisas sobre gênero e orientação sexual, raça/etnia;
3. Saúde das mulheres, direitos sexuais e reprodutivos.
=>
Ampliar, qualificar e humanizar a Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher no Sistema Único de Saúde – SUS;
=> Implantação do Atendimento a Mulher Vítima de Violência na Atenção Básica de Saúde, capacitando todas as equipes de PSFs, para, abordagem, acolhimento e encaminhamento das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.
=> Implantação do Atendimento a Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar no PAISM;
=> Ampliar as ações de planejamento familiar, garantindo a oferta continuada de contraceptivos e métodos anticoncepcionais reversíveis à todas as mulheres usuárias do SUS;
=> Estimular a implementação da assistência em Planejamento Familiar, para homens e mulheres, adultos e adolescentes, na perspectiva da atenção integral à saúde;
=> Adesão ao Plano Integrado de Enfrentamento da Feminização da AIDS e outras DSTs, promovendo atendimento qualificado, prevenção e controle das doenças sexualmente transmissíveis e de infecção pelo HIV/AIDS na população feminina;
=> Criar e estimular ações continuadas educativas preventivas interdisciplinares entre saúde e educação sobre planejamento familiar, DSTs e AIDS ligadas às relações de gênero;
=> Viabilizar projetos na área do Planejamento Familiar com ações continuadas que visem especialmente à prevenção da gravidez precoce;
=> Garantir a implementação e funcionamento do comitê de Mortalidade Materna;
4. Autonomia, igualdade no mundo do trabalho e cidadania.
=>
Criar e ampliar Programas de Economia Popular Solidária sob uma ótica de gênero, integrando as secretarias de Assistência Social e de Desenvolvimento Econômico;
=> Ampliar o acesso das mulheres a todos os sistemas de créditos disponíveis. Buscando e facilitando o acesso a financiamentos, desburocratizando-os, assim como a formação de cooperativas e a comercialização da produção;
=> Construção de equipamentos sociais, para facilitar a inserção e permanência das mulheres no mercado de trabalho (creches, restaurantes e lavanderias).
=> Apoiar técnica e financeiramente projetos de geração de trabalho e renda, inseridos na lógica da economia solidária, com foco nas famílias chefiadas por mulheres e mulheres vítimas de violência doméstica e familiar;
=> Atender jovens mulheres de forma prioritária na linha de financiamento jovem empreendedores do programa de Geração de Emprego e Renda.
5. Enfrentamento à Violência contra as Mulheres
=>
Prever recursos orçamentários para custear a institucionalização e manutenção da rede de atendimento a mulher vitima de violência doméstica e sexual, bem como prover os recursos humanos necessários para o pleno funcionamento da mesma;
=> Implantar o Centro de referência de atendimento a mulher em situação de violência doméstica e familiar;
=> Implantar o atendimento referencial no Hospital Regional Materno Infantil às mulheres vítimas de violência sexual e o abortamento legal.
=> Capacitar profissionais envolvidos no atendimento de mulheres em situação de violência, na perspectiva de gênero, garantindo o cumprimento da Lei Maria da Penha;
=> Qualificação do atendimento as mulheres vítimas violência, com um atendimento adequado, humanizado e resolutivo na Casa Abrigo de Atenção a Mulher Vítima de Violência de Imperatriz.
=> Construir o Muro da Casa Abrigo de Atenção a Mulher em situação de Violência de Imperatriz.
6. Assistência Social
=> Ampliar Políticas Públicas promovendo a integridade social e econômica de todos os membros da família;
=> Inserção da Mulher chefe de família e vítimas de violência em programas de geração de renda e habitacional.
=> Garantir a capacitação dos (as) profissionais de CRAS e CREAS para atender as mulheres em situação de violência doméstica e familiar;.
Coordenação Geral
Conceição de Maria Amorim
Maria da Conceição Medeiros Formiga

Que venha o jornalismo

O Jornalismo no Brasil é uma vergonha. Quase tudo o que se vê na TV ou se lê nos jornais e revistas semanais pouco tem a ver com a vida das gentes. As fontes são as oficiais e raros são os que se aventuram pelas estradas vicinais, poeirentas, da vida real. Melhor é ficar no gabinete, nas salas acarpetadas, com ar condicionado, a sorver cafezinho e ouvir, reverente, a voz do poder. Isso dá muito mais lucro. Pode colocar um jornalista nas graças dos que mandam. Isso significa verbas adicionais e fama.. Quem não quer?
O ser humano normal sonha com isso. Trabalhar na Globo, aparecer em rede nacional, ser reconhecido no supermercado. E, de quebra, ainda ter uma boa poupança para os tempos difíceis. Para isso, só vale uma regra: não brigar com o poder. Servilismo, servidão. Dar murro em ponta de faca pra quê? Bobagens de quem não tem família para sustentar.
Pois o jornalista iraquiano Muntadar al-Zeidi fez o improvável. Ele não escreveu qualquer matéria, não ficou perdido entre anotações, não usou câmera escondida, não foi para frente de batalha, não mergulhou em documentos, sequer narrou a vida desgraçada dos seus compatriotas, acossados pela ganância estadunidense. Ele apenas arremessou um sapato contra o rei. Numa situação absolutamente normótica, quando os jornalistas se aglomeram para fazer perguntas idiotas a um energúmeno completo como é o presidente estadunidense, sem que absolutamente seja aventada qualquer possibilidade de um questionamento embaraçoso paro o poder, o homem, jornalista, explodiu.
Não era terrorista, nem homem-bomba, nem nada. Só uma pessoa, cansada de servir àquele que nada mais era do que um gangster de terceira classe. Mas que, por tanto tempo nos píncaros da gloria, comandando o exército mais poderoso da terra, havia de ser temido. E assim, não bastando ter destruído toda a cultura do Iraque, matado sua gente, destruído sua auto-estima, massacrado sua honra, ainda se deu ao luxo de ir dizer "goodbay" . Tripudiava , pisoteava, humilhava um pouco mais aquele povo que até hoje, passados cinco anos, ainda morre pelo simples fato de ser o que é.
O jornalista não ouviu os dois lados, não contou histórias, não checou informações. Ainda assim merece ganhar todos os prêmios do mundo. E por quê? Porque num tempo em que o normal é servir ao poder ele disse: Não! Sem armas, mas sem medo, ele usou o que mais prosaico se poderia usar, o sapato. E, num ato de digna raiva o arremessou contra o boneco estadunidense, que tal e qual um estúpido, ria sem entender a grandeza do gesto. O jovem iraquiano que aos gritos de "cachorro", tentou atingir o presidente do país mais armado da terra, ficará eterno ao protagonizar uma hora histórica. No lugar improvável, entre os serviçais, ele se levantou e arremessou o sapato. Um gesto pueril, inglório, tolo, mas que redimiu parte da humanidade.
Não é sem razão que pelo mundo todo seu gesto ingênuo esteja sendo saudado como a maravilha das maravilhas. Porque no planeta dos escravos de Jó teve um que decidiu sair da casinha do jornalismo cortesão e dizer ao mundo a palavra aprisionada: "cachorro!", que, pensando bem, é uma ofensa contra esses lindos animais. Vai-te para o inferno George Bush, porque, como já dizia Ali Primera "hermano de mi pátria usted no es".
Foi bonito, foi redentor, mas, e agora? Será diferente com Obama? É diferente dos demais carrascos? Trará paz ao mundo? Acabará com Guantánamo? Findará a tortura? Deixará de ingerir sobre a vida das gentes nos países que têm riquezas para eles roubarem? Duvido muitíssimo!
O bravo jornalista do Iraque enfrentou a ira dos deuses e está a receber aplausos de todos os cantos do mundo. Legal, isso é bom. Mas, quisera eu que os coleguinhas do mundo todo principiassem a realizar o insólito, tal qual o iraquiano, não atirando sapatos, mas narrando a vida, a vida mesma, essa que escorre pelos dedos da história real e que não encontra espaço para se expressar.
Sim, foi orgástico ver o sapato voando. Talvez fosse tudo o que aquele homem pudesse fazer. Mas nós, aqui na terrinha, podemos mais do que um sapato no ar. Nós podemos contar da vida, dos podres do poder, da dominação. Nós podemos narrar o horror do cotidiano e mais, nós podemos anunciar a boa nova. Outras formas há de se viver no mundo. Boas e bonitas. Os atiradores de sapatos são bem vindos, sim, mas é chegada a hora dos Jeremias a insistir contra todo o bom senso: "ainda hão de nascer flores neste lugar". Viva o jornalista iraquiano que arremessou os sapatos, mas vivam também os loucos que, a despeito de tudo, jogam a merda do capital no ventilador. Eles não aparecem em rede nacional, mas estão aí, insistindo e lutando. Há mais sapatos voando por aí do que pode sonhar nossa vã filosofia!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Reunião do CPCDDH, em 23 de dezembro de 2008

Reunidos na noite de terça-feira na casa de Conceição Formiga, os ativista do Centro de DH fizeram uma balanço das ações nos últimos dois anos e apresentação de novos ativistas. Na reunião ficou marcado para o dia 10 de janeiro de 2009, convocação de Assembléia Geral para escolha de novos coordenadores do Centro que terá a tarefa de evidênciar as ações de promoção e defesa dos direitos humanos em imperatriz.
“Muitas tarefas importantes serão impostas a nós como cidadãos e como entidade: a organização e nossa possível participação em conselhos de segurança – desde que, seja um conselho com poder de ação para auxiliar o combate à violência contra a mulher, jovens e o que vem crescendo em nosso pais, a violência institucional – E elaboração de propostas a serem apresentadas aos gestores de segurança, refletindo os anseios dos cidadãos de nossa cidade” diz Conceição Amorim.
A reunião foi encerrada com uma saborosa sopa regada com um bom vinho oferecida pela anfitriã.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Centro de Promoção da Cidadania e Defesa dos Direitos Humanos homenajeia ativistas de Imperatriz

Coordenadores do Centro homenajearam no último dia 10 de dezembro com entrega de medalhas à ativistas que se destacaram no apoio as ações em defesa dos Direitos Humanos no ano de 2008. Na solenidade foi entregue medalha ao Prof. José Geraldo, ..., ..., . O evento contou com a participação do Diretor da Universidade Estadual do Marãnhão - Campus de Imperatriz professor Expedito Barroso entre outros....
A ativista Conceição Amorim - também agraciada com prêmio no IV Prêmio de Mérito Profissional e Militância dos Direitos Humanos - destacou a importançia do reconhecimento dos serviços prestados pelos ativistas na manuteção da garantia que o estado tem assumir no combate à violência.