terça-feira, 12 de abril de 2016

NOTA DE REPÚDIO

Quando olhamos para a história política do Brasil, percebemos que a mulher sempre foi excluída desse espaço para impedi-las de ocuparem os espaços públicos do poder. Alguns dos argumentos contrários ao direito ao voto das mulheres no Brasil e no mundo, eram que “elas eram incapazes”, de que “o voto das mulheres era um risco para as famílias brasileiras” ou que o direito ao voto traria “anarquia” para a política nacional, e/ou como afirmou o Dep. Lacerda Coutinho em meio a seu discurso contrário ao voto feminino em 1891, “a mulher não tem capacidade (de votar), porque a mulher não tem no Estado o mesmo valor que o homem”. 
Cento e vinte e cinco anos depois a mulher continua sendo tratada com desigualdade no jogo político, no que pese a conquista do voto, a conquista de legislação eleitoral que exige a participação mínima das mulheres nos processos eleitorais com 30% de concorrentes.
A sub representação das mulheres nos espaços públicos do poder executivo e legislativo se dá pelas históricas barreiras que impedem as mulheres de ocupar os espaços de poder. Barreiras essas que perpassa as questões políticas e partidárias e estão ancoradas no preconceito e nos estereótipos do papel da mulher na sociedade, que lhe impõe a dupla jornada de trabalho, além de trabalhar fora são responsáveis pelas tarefas domésticas lhes restando pouco tempo para se dedicar a política. Ainda por cima tem que enfrentar o machismo e o sexismo todos dias, de alguns conservadores de nossa sociedade, que de forma categórica desqualificam, denigrem e continuam afirmando que as mulheres são incapazes para administrar a coisa publica, como fez o apresentador de televisão de Imperatriz,o Sr. Timóteo, ontem nas redes sociais. Sua misoginia é de longa data, piadas, comentários jocosos e preconceituosos sempre estiveram presentes na vida profissional de tal apresentador. O Fórum de Mulheres de Imperatriz, tomará as medidas cabíveis, ao ataque deferido as mulheres pelo referido apresentador de televisão.
Continuaremos na luta em defesa dos direitos das mulheres de participarem dos espaços públicos de poder sem serem violentadas nos seus direitos humanos e de cidadania. Contra o machismo, o sexismo e a descriminação!
Imperatriz, 12 de Abril de 2016.